Como fazer um impresso andar?

Por Dríade Aguiar
Volume Comunicação

Priscyla Koehler (verde) e participantes

Pricyla Koehler (verde) e participantes

 

Essa ciranda foi muito mais informal, como se fosse uma conversa entre amigos mesmo. Comandada pela Pricyla Koehler – Que assina textos aqui, aliás, vários membros da comunicação participam ativamente da produção do 24 Horas – a conversa basicamente levantou problemas e possíveis soluções sobre o que faz um livro ser publicado mas não distribuído corretamente.

Na opinião de um dos participantes do debate isso deveria ser papel do estado. “O governo deveria distribuir para bibliotecas, universidades e demais localidades, já que foi ele quem nos repassou esse recurso e sabe melhor onde aplicá-lo” disse ele. Além disso há tantos outros problemas em relação à isso.


Por exemplo: A distribuição de livros não ocorre de um dia para outro. Apesar de ser um produto rotativo quando finalmente alcança seu público alvo: Um professor adota o livro, por exemplo, e quando muda de escola a universidade, leva o livro com ele, do mesmo jeito que um professor que não gosta de outro não adota o mesmo livro.

 

Outro problema é o valor agregado ao livro. “Tem que começar por aí. Hoje um livro qualquer é R$45,00 no mercado. Quem vai comprar isso?!” uma das participantes disse. A culpa não é total de quem faz o livro, atualmente as livrarias ganham 50% do valor do livro, por isso elas mesmo aumentam. Temos que pensar que infelizmente no Brasil, hoje, não se ganha dinheiro vendendo livros. Na verdade, não se ganha livro nem escrevendo livros, já que um escritor hoje é tudo. Editor, marketeiro, distribuidor… Ou seja, é multifuncional. “Mas isso não é um problema! Não tem ninguém melhor pra vender, falar do seu projeto do que você mesmo!”, pontuou a mesma participante.

 

Experimente fazer um lançamento de um livro de um escritor de São Paulo que venha pra cá. Provavelmente vai lotar o auditório. Mas quem viria pra um lançamento de um livro mato-grossense? E porque esses livros não são cobrados no vestibular? Talvez porque o problema esteja na base: Você tem que ensinar os alunos do ensino fundamental à gostar desses livros.

Enfim, essa discussão é longa e precisamos de formadores de opinião. Tá afim de ser um?